Entretecer florestas, águas e saberes entre mulheres e juventudes no cerrado amazônico maranhense

Desenvolvido com 40 famílias da Aldeia Lagoa Comprida (TI Arariboia) e da Comunidade Extrativista Água Preta, em Amarante do Maranhão, fortalecendo o protagonismo de mulheres e juventudes indígenas e extrativistas na defesa e cuidado dos territórios.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Objetivo geral

Proteger, manejar de forma sustentável e restaurar ecossistemas naturais na Aldeia Lagoa Comprida e na Comunidade Água Preta por meio de Soluções Baseadas na Natureza que promovam bem-estar comunitário, fortalecimento sociocultural e conservação da biodiversidade.

Sobre o projeto

O projeto articula conhecimentos tradicionais, manejo comunitário e práticas sustentáveis voltadas à restauração e proteção da paisagem. Seu objetivo central é proteger, manejar de forma sustentável e restaurar ecossistemas naturais, por meio de Soluções Baseadas na Natureza que promovam bem-estar comunitário, fortalecimento sociocultural e conservação da biodiversidade no Cerrado Amazônico maranhense. As principais atividades incluem: exposição fotográfica sobre o processo comunitário de mapeamento territorial e manejo da floresta; Encontro de Guardiãs Indígenas e Extrativistas do Cerrado Amazônico, reunindo aldeias convidadas e promovendo troca de sementes, mudas e saberes — incluindo intercâmbio entre a aldeia e a comunidade de quebradeiras de coco babaçu; Oficina de Restauração e Etnoagroecologia, reforçando capacidades locais para manejo agroflorestal, regeneração da paisagem e cuidado com os territórios; e estruturação de um viveiro comunitário para o grupo de mulheres viveiristas Ka’aipwwy, da Aldeia Lagoa Comprida, fortalecendo a produção de mudas nativas, a recuperação de áreas degradadas e a autonomia das mulheres no manejo florestal. Assim, o projeto busca entrelaçar práticas ancestrais, inovação comunitária e estratégias de conservação, fortalecendo florestas, águas e modos de vida no Cerrado Amazônico maranhense.

Produtos finais

  • Estruturação do viveiro comunitário gerido pelo grupo de mulheres viveiristas Ka’aipwwy para produção de mudas autóctones, com mapeamento das águas e sementes nos dois territórios.
  • Encontro de Guardiãs indígenas e negras extrativistas do Cerrado Amazônico, com aldeias convidadas e troca de sementes, mudas e saberes — intercâmbio entre a aldeia e a comunidade de quebradeiras.
  • Oficina sobre Restauração e Etnoagroecologia.
  • Registro e exposição fotográfica do processo.

Contexto territorial

O projeto será desenvolvido em dois territórios da Amazônia maranhense, em continuidade às atividades que já realizamos entre mulheres e jovens, mas sem apoio financeiro direto. A Terra Indígena Arariboia, localizada no Maranhão, tem cerca de 413 mil hectares e é habitada por aproximadamente 10 mil indígenas dos povos Awá e Guajajara. O território, que abrange partes dos municípios de Amarante, Arame, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu e Santa Luzia, é considerado uma área de importância para a conservação da biodiversidade, abriga grupos de indígenas em isolamento voluntário e passou por um processo de desintrusão em 2025. A Aldeia Lagoa Comprida (TI Arariboia), em Amarante do Maranhão, é reconhecida pela forte atuação de guardiões e guardiãs da floresta na proteção contra invasões, queimadas e extração ilegal. A Comunidade tradicional Água Preta, em Buritirana, é território de atuação das mulheres quebradeiras de coco babaçu, com forte tradição extrativista e práticas comunitárias de manejo do babaçu — referência em produção agroecológica que respeita a relação com a natureza a partir de saberes ancestrais do povo negro. Unir mulheres e jovens desses territórios em sua defesa e no respeito aos saberes é também uma forma de salvaguardar o cerrado e a Amazônia, visibilizando suas práticas de Soluções baseadas na Natureza ancoradas na ancestralidade negra e indígena.